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Crepúsculo

Sábado, 10.10.09

Se há coisa que não me chama à atenção são filmes e livros acerca de vampiros e tudo o que diz respeito a essa temática. Mas vou dar a mão à palmatória e dizer bem alto que falei cedo de mais quando a febre do Crepúsculo apareceu.

Acabei de ver o filme e adorei a nova versão de vampiros e humanos e o elo de ligação que existe entre eles. Embora destinado para o público adolescente (isso na minha opinião), gostei muito da história e do desempenho dos actores.

 

 

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Sessão dupla de cinema

Domingo, 19.07.09

Já faz algum tempo que não vou ao cinema. Desde que comecei a notar que ia ver um filme e, por mais que gostasse do mesmo, adormecia sempre, deixei esse gosto de ir ao cinema.

Agora, sempre que quero ver um filme, ou espero que passe na televisão ou que esteja em DVD para poder vê-lo à minha maneira em casa.

Este fim-de-semana que está a acabar foi dedicado ao cinema. Um filme no sábado e um filme no domingo.

Ontem foi a vez de O estranho caso de Benjamin Button; hoje foi o dia para Quem quer ser bilionário?

Gostei de ambos, apesar de ter gostado mais de Quem quer ser bilionário?.
Achei que a adaptação ao cinema da obra de F. Scott Fitzgerald ficou um bocadinho aquém da "realidade" que existe no livro. Bem sei que os filmes são apenas adaptações de obras, mas acho que, quem vê o filme sem ler o livro, fica com uma ideia errada daquilo que Fitzgerald escreveu.

 

No que se refere a Quem quer ser bilionário? (prefiro o título em inglês: Slumdog Millionaire), como não li o livro antes ( Q and A, de Vikas Swarup), gostei muito da história de Jamal Malik e de saber o que o fez ganhar o tão famoso concurso de televisão: "Fez batota", "Tem sorte", "É um génio", "É o destino". O filme dá-nos a resposta no final, é o destino. Para mim foi a sua vida cheia de aventuras, de sortes e de azares; uma vida repleta de emoções.

Agora vou fazer o que habitualmente não faço: ler o livro depois do filme

 

 

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por Paula Patricio às 21:03

Antero de Quental - O Filme

Sábado, 14.03.09

O Teatro Micaelense teve a honra de ser o palco para a ante-estreia do filme “Anthero – O Palácio da Ventura”, o mais recente projecto de José Medeiros, onde se narra a história do poeta açoreano, o qual foi uma das principais figuras da filosofia e da literatura portuguesa.

Segundo o realizador, “é uma ficção baseada na vida e obra de Antero de Quental e que porventura poderá desvendar aspectos menos conhecidos de um homem extraordinário.”

 

Ainda antes de ser transmitido na RTP-Açores, irão ser feitas várias apresentações públicas, nomeadamente np Teatro Faialense, nas Casas dos Açores em Lisboa, Porto e Faro e provavelmente na Universidade de Boston, tudo com o intuito de levar a película “a um número mais vasto de pessoas.”

 

Será com muito prazer e orgulho que irei assistir a essa grande produção açoreana.

Para todos os que se interessam pelo trabalho de Antero, essa é a oportunidade de conhecer ainda mais a sua vida.

 

O Palácio da Ventura
 
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busca anelante
O palácio encantado da Ventura!
 
Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formusura!
 
Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d'ouro, ante meus ais!
 
Abrem-se as portas d'ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão -- e nada mais!
 
 
                          Antero de Quental

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por Paula Patricio às 09:34

O Estranho Caso de Benjamin Button, F. Scott Fitzgerald

Sábado, 28.02.09

“No longínquo ano de 1860 a maneira correcta de nascer era em casa. Presentemente, segundo me dizem, os sumo-sacerdotes da medicina decretaram que os primeiros vagidos dos recém-nascidos devem ser soltos no ar anestético de um hospital, de preferência de um hospital em voga. Por isso Mr. e Mrs. Roger Button estavam cinquenta anos à frente do estilo da época quando, num dia do Verão de 1860, decidiram que o seu primeiro bebé nasceria num hospital. Jamais se saberá se este anacronismo teve alguma influência na espantosa história que estou prestes a contar.” 

Ainda com uma réstia da emoção dos Óscares e com excelentes filmes em cartaz, quero deixar o meu testemunho sobre a minha leitura de O Estranho Caso de Benjamin Button.

Não queria ir ver o filme sem antes me debruçar sobre a leitura da obra de Fitzgerald. O conto, com cerca de 75 páginas, lê-se com grande facilidade não pela sua pequenez mas pelo fantástico.

Obra de um dos maiores escritores norte-americanos do século XX, O Estranho Caso de Benjamin Button foi publicada pela primeira vez na edição de 27 de Maio de 1922 da revista Collier’s Weekly, sendo incluída, posteriormente, num pequeno livro de contos Tales of the Jazz Time.

Com uma narrativa em parte cómica e em parte melancólica, o conto narra a bizarra história de Benjamin Button que nasce velho, começando a rejuvenescer ao longo dos anos, até deixar de existir. Na criação deste conto terá estado uma observação de outro grande escritor norte-americano Mark Twain, o qual lamentava o facto de que a melhor parte da nossa vida fosse o início e a pior o fim.

 

 

“Não havia recordações penosas no seu sonho infantil; não lhe acudiam lembranças dos seus arrojados anos na faculdade, dos anos esplendorosos em que fizera palpitar o coração de muitas raparigas. Havia apenas os lados brancos e seguros do seu berço, Nana e um homem que o visitara de vez em quando e uma grande bola cor de laranja para a qual Nana apontava pouco antes da crepuscular hora de dormir e a que chamava ‘Sol’. Quando o Sol se punha os olhos dele ficavam ensonados: não havia sonhos, não havia sonhos que o assombrassem.

O passado – a carga violenta à frente dos seus homens pela San Juan Hill acima; nos primeiros anos do seu casamento trabalhava até tarde, pela penumbra estival, na movimentada cidade para a jovem Hildegarde a quem amava; os dias anteriores a isso em que se sentava a fumar com o avô, pela noite dentro, na velha casa sombria dos Button na Monroe Street –, tudo isso se desvanecera como sonhos irreais, como se nunca tivesse existido.

Não se lembrava. Não se lembrava com clareza se o leite estava morno ou frio da última vez que comera nem de como os dias passavam – havia apenas o seu berço e a presença familiar de Nana. E depois esqueceu-se de tudo. Quando tinha fome gritava – mais nada. Durante as tardes e as noites respirava e havia sobre ele suaves resmungos e murmúrios que mal ouvia, odores levemente diferenciados, luz e escuridão.

Depois escureceu tudo e o seu berço branco, e os rostos obscuros que pairavam sobre ele, e o aroma morno e doce do leite desvaneceram-se por completo da sua mente.”

 

 

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O Rapaz do Pijama às Riscas, John Boyne

Sábado, 21.02.09

Em véspera de entrega de Óscares e com excelentes filmes em cartaz, hoje quero apresentar a minha última leitura, a qual foi adaptada ao cinema recentemente.

 

Há já muito tempo que um livro não me deixava tão triste no seu final.

 

Apesar de ser uma ficção, retrata uma história que poderia ter acontecido num dos imensos e nojentos campos de concentração.

 

Não estou aqui para revelar a história. Deixo para os amantes de livros e de cinema. Mas não podia passar essa minha leitura em branco. Apenas estou aqui para vos dar a conhecer esse grande livro, escrito de uma maneira propositadamente infantil, em que o Führer é, na voz da criança protagonista, o "Fúria", e o campo de Ausvitch fica denominado por "Acho Vil".

 

 

"Esta é uma história especial e muito difícil de descrever. Embora fosse normal incluir aqui algumas pistas sobre o seu conteúdo, entendemos que neste caso isso iria prejudicar a experiência da leitura.

 

Pensamos, de facto, que é importabte começar a ler esta obre sem saber do que ela trata e, para os mais curiosos, avançamos apenas isto: quem ler este livro vai embarcar numa viagem com um rapaz de nove anos chamado Bruno; e, mais cedo ou mais tarde, vai chegar com o Bruno a uma vedação...

 

Vedações como essa, existem um pouco por todo o mundo.

Oxalá o leitor nunca encontre nenhuma igual."

 

AS BARREIRAS PODEM DIVIDIR-NOS MAS A ESPERANÇA VAI UNIR-NOS

 

"Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a  Solução Final e o Holocausto. Ele não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa.

Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama ás riscas.

A amizade com Shmuel vai levar Bruno da doce inocência à brutal revelação. E ao descobrir aquilo de que, involuntariamente, também ele faz parte, Bruno vai, inevitavelmente, ver-se enredado nesse monstruoso processo."

 

 

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por Paula Patricio às 10:38

Ensaio Sobre a Cegueira /// Blindness

Terça-feira, 28.10.08

 

Ensaio sobre a cegueira estreia no próximo dia 13 de Novembro. Poderá não ser uma adaptação fiel ao livro do Nobel da Literatura e isso pouco importa para o sucesso do filme, já que, segundo José Saramago, “um realizador é um criador, não um mero copista.”
 
Ao espectador, um aviso: "É um filme violento, mas tinha de ser", diz Saramago. "Porém, a violência não é explícita", frisa Meirelles (realizador).
 
No final, fica um aplauso para este ‘murro no estômago’ que nos dá esta metáfora da cegueira temporária... e que nos faz ver mais além. Como o livro.
 
Como na literatura de Saramago, Blindness cria reacções divergentes entre os seus espectadores – ou se ama, ou se odeia.
O filme foi apresentado no Festival de Cinema de Cannes e foi recebido por uma sala gélida e não arrancou aplausos aos críticos presentes. O contrário aconteceu no Brasil, um dos poucos países onde já estreou o filme, onde as expectativas foram excedidas, com 900 mil pessoas que já foram ver o filme.
 

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